
Friday, December 17, 2010
Monday, December 13, 2010
Thursday, December 02, 2010
Tuesday, November 30, 2010
Sunday, November 28, 2010
Tuesday, November 23, 2010
Sunday, November 21, 2010
Wednesday, November 17, 2010
Wednesday, November 10, 2010
Tuesday, November 09, 2010
Thursday, November 04, 2010
Monday, October 04, 2010
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Sunday, August 29, 2010
Não há criação sem imaginação. A imaginação poética está aqui presente enquanto fenômeno de liberdade e sublimação pura, simples devaneio compartilhado com o olhar do outro, um convite a viver a imprevisibilidade de imagens que atraem um estado de alma apta para o infinito e a meditação, que não se aloja no passado e tão pouco no futuro, mas sim no ínfimo instante antes do pensamento.
“A imensidão nos habita e é refreada pela prudência, mas retorna na solidão, no algures na tranqüilidade da imensidão intima” (1) fora da memória, na fenomenologia dos devaneios íntimos.
Gaston Bachelard é um dos guias nesta jornada, assim como A filosofia da fenomenologia (2), aplicada aqui como um modo de pensar a imaginação poética.
Apesar de ainda haver uma oposição entre a epistemologia da ciência e a imaginação, objetividade e subjetividade, ambas se necessitam e se habitam.
Este projeto é um convite ao olhar do outro a se colocar como o ser que vive a imagem em seu intimo, antes que ela possa vir a se transformar em pensamento, crítica ou memória.
Naturalmente os textos poéticos também são imagens, simples impulsos das palavras vividas, imagens que aparecem na linguagem, escoam na linha do verso e arrastam a imaginação para entrar no espaço poético.
A água e sua imensidão, o ar e os sonhos e a desmaterialização são estados de alma vividos pela solidão ativa dentro da virtude das imagens.
“Se o olhar das coisas for um tanto suave, um tanto grave, um tanto pensativo seria esse olhar o da visão penetrante, do longínquo. Esse olhar sonda a profundidade da sua própria natureza” (1). Quando o lago estremece, mais que mil sóis aparecem. Esses são alguns dos exemplos das virtudes das imagens que a muito nos acompanham. A imagem poética tem um ser próprio. Nenhuma doutrina causal pode sufocar a pureza da virtude de tais imagens que nos habitam no silencio.
“Todos os nossos devaneios de criança merecem ser recriados” (1).
Os clics aqui, são mágicas de instantes que revelam as medidas de um ser, a imensidão da imagem na consciência de uma alma, atos ontológicos (3).
As imagens foram capturadas ao acaso e na imprevisibilidade, de forma digital e analógica.
Elisabete Mari Ghisleni
(1) Gaston Bachelard em a poética do espaço
(2) Fenomenologia: sistema filosófico que considera e estuda os fenômenos interiores considerados como ontológicos. Para melhor compreender e se aprofundar ver Eugène Minkowski, Edmund Husserl , Henri Bérgson.
(3) ontologico: atos breves isolados e ativos
“A imensidão nos habita e é refreada pela prudência, mas retorna na solidão, no algures na tranqüilidade da imensidão intima” (1) fora da memória, na fenomenologia dos devaneios íntimos.
Gaston Bachelard é um dos guias nesta jornada, assim como A filosofia da fenomenologia (2), aplicada aqui como um modo de pensar a imaginação poética.
Apesar de ainda haver uma oposição entre a epistemologia da ciência e a imaginação, objetividade e subjetividade, ambas se necessitam e se habitam.
Este projeto é um convite ao olhar do outro a se colocar como o ser que vive a imagem em seu intimo, antes que ela possa vir a se transformar em pensamento, crítica ou memória.
Naturalmente os textos poéticos também são imagens, simples impulsos das palavras vividas, imagens que aparecem na linguagem, escoam na linha do verso e arrastam a imaginação para entrar no espaço poético.
A água e sua imensidão, o ar e os sonhos e a desmaterialização são estados de alma vividos pela solidão ativa dentro da virtude das imagens.
“Se o olhar das coisas for um tanto suave, um tanto grave, um tanto pensativo seria esse olhar o da visão penetrante, do longínquo. Esse olhar sonda a profundidade da sua própria natureza” (1). Quando o lago estremece, mais que mil sóis aparecem. Esses são alguns dos exemplos das virtudes das imagens que a muito nos acompanham. A imagem poética tem um ser próprio. Nenhuma doutrina causal pode sufocar a pureza da virtude de tais imagens que nos habitam no silencio.
“Todos os nossos devaneios de criança merecem ser recriados” (1).
Os clics aqui, são mágicas de instantes que revelam as medidas de um ser, a imensidão da imagem na consciência de uma alma, atos ontológicos (3).
As imagens foram capturadas ao acaso e na imprevisibilidade, de forma digital e analógica.
Elisabete Mari Ghisleni
(1) Gaston Bachelard em a poética do espaço
(2) Fenomenologia: sistema filosófico que considera e estuda os fenômenos interiores considerados como ontológicos. Para melhor compreender e se aprofundar ver Eugène Minkowski, Edmund Husserl , Henri Bérgson.
(3) ontologico: atos breves isolados e ativos
Thursday, July 01, 2010
Saturday, June 12, 2010
Sunday, May 30, 2010
Thursday, April 29, 2010
o poeta desligou o rádio
o poeta desligou o radio
pássaros não cantavam
ali parado
no jardim abandonado
os pássaros desconfiam
de tudo
os pássaros são muito desconfiados
em um jardim devastado
uma grama alta
esconde insetos maravilhados
enquanto o mundo discorre mentiras
os aviões em transito
as roupas intimas balançam por dentro
velhos marinheiros
índios velhos
peões do estradão
vêm morrendo
talos de dentes de leão
quem irá decifrá-los?
há uma quietude na estrada
não existe mais nenhum oeste selvagem
mas os selvagens existem
há uma quietude nos olhos da japonesa
uma quietude no calçadão
na solitária visão
dos ambulantes
cabelos longos dançam
por entre os feirantes
aos ventos de todos os lados
frutas no chão
"o despertar dos mágicos"
"o apanhador nos campos de centeio"
frutas no chão.
arriscando bruxarias
muitos apostam nas loterias
morador de uma casa abandonada
acompanha o voo das gralhas azuis
uma grama pra dormir
um lugar pra acordar.
meninos são iguais
devorando macarrão
nos trevos das avenidas
nos pés das galinhas
que nunca dormem
na estrada
nas canoas
no gramado entre as árvores
entre os sapos e milhares de grilos
entre a sola e as palmilhas
em algum lugar longínquo
o poeta está a olho nu
meditando com as vacas
porque as vacas sim sabem meditar
o poeta se vira
cai fora da aeronave
junto com sua sombra
que ele pode apanhar no chão
agora há um silencio na estrada
ele entra na estrada
sem malas
no coração sangue e silencio
ele age como um deus
rebelde e insolente
agitando o puro desejo
que "os sentidos sejam a crítica da razão"
pássaros não cantavam
ali parado
no jardim abandonado
os pássaros desconfiam
de tudo
os pássaros são muito desconfiados
em um jardim devastado
uma grama alta
esconde insetos maravilhados
enquanto o mundo discorre mentiras
os aviões em transito
as roupas intimas balançam por dentro
velhos marinheiros
índios velhos
peões do estradão
vêm morrendo
talos de dentes de leão
quem irá decifrá-los?
há uma quietude na estrada
não existe mais nenhum oeste selvagem
mas os selvagens existem
há uma quietude nos olhos da japonesa
uma quietude no calçadão
na solitária visão
dos ambulantes
cabelos longos dançam
por entre os feirantes
aos ventos de todos os lados
frutas no chão
"o despertar dos mágicos"
"o apanhador nos campos de centeio"
frutas no chão.
arriscando bruxarias
muitos apostam nas loterias
morador de uma casa abandonada
acompanha o voo das gralhas azuis
uma grama pra dormir
um lugar pra acordar.
meninos são iguais
devorando macarrão
nos trevos das avenidas
nos pés das galinhas
que nunca dormem
na estrada
nas canoas
no gramado entre as árvores
entre os sapos e milhares de grilos
entre a sola e as palmilhas
em algum lugar longínquo
o poeta está a olho nu
meditando com as vacas
porque as vacas sim sabem meditar
o poeta se vira
cai fora da aeronave
junto com sua sombra
que ele pode apanhar no chão
agora há um silencio na estrada
ele entra na estrada
sem malas
no coração sangue e silencio
ele age como um deus
rebelde e insolente
agitando o puro desejo
que "os sentidos sejam a crítica da razão"
Tuesday, March 30, 2010
Wednesday, March 03, 2010
seu corpo uma salina
onde o sol se firma
e desperta a pedra
no distúrbio de um inicio
suores delícias
sem perguntas
partículas de abismo
desejos de não dizer
linfas se mesclam
e se trocam na língua
qual é a sua nesse vazio
deslizo no seu sal oceânico
liquido corpo
delícias sem perguntas
ali fora minha alma descansa
sem nenhum oásis
nenhuma margem
flutuando agora em seus morros
homem de outono
deslizo em seu sal
a tarde passa como quem
deixa pra lá o fim
e descanso no sublime
de seu Vesúvio vazante
do antes
onde o sol se firma
e desperta a pedra
no distúrbio de um inicio
suores delícias
sem perguntas
partículas de abismo
desejos de não dizer
linfas se mesclam
e se trocam na língua
qual é a sua nesse vazio
deslizo no seu sal oceânico
liquido corpo
delícias sem perguntas
ali fora minha alma descansa
sem nenhum oásis
nenhuma margem
flutuando agora em seus morros
homem de outono
deslizo em seu sal
a tarde passa como quem
deixa pra lá o fim
e descanso no sublime
de seu Vesúvio vazante
do antes
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