
Thursday, May 21, 2009
Sunday, March 29, 2009
Thursday, February 19, 2009
...
na melncolia
na tristeza e alegria
66 palavras de amor
na vigilia e na insonia
na saude e na ausencia
66 palavras de amor
no grafismo dos olhos
66 palavras de amor
na água ambar
no barco só nos dois
e 66 palavras de amor
na tristeza e alegria
66 palavras de amor
na vigilia e na insonia
na saude e na ausencia
66 palavras de amor
no grafismo dos olhos
66 palavras de amor
na água ambar
no barco só nos dois
e 66 palavras de amor
Thursday, February 05, 2009
Tuesday, December 23, 2008
Tuesday, December 02, 2008
mulher bomba
ela entra
olha tudo
observa
busca um canto
por dentro
um espanto
calmo
desses que faz
distanciamento
junção dos fragmentos
senta
olha ao lado
não há nada
tudo está cheio
não há meio
muitos entram
muitos saem
ela
sente algo estranho
seu coração acelera
sua mão o toca
e num instante
tudo
tudo mesmo
se apaga
todos gritam
ela
simplesmente
relaxa
olha tudo
observa
busca um canto
por dentro
um espanto
calmo
desses que faz
distanciamento
junção dos fragmentos
senta
olha ao lado
não há nada
tudo está cheio
não há meio
muitos entram
muitos saem
ela
sente algo estranho
seu coração acelera
sua mão o toca
e num instante
tudo
tudo mesmo
se apaga
todos gritam
ela
simplesmente
relaxa
Sunday, November 30, 2008
mulher
se tudo tá assim
tatu
senta
no meio fio
olhe as rodas
distraia-se
olhe as formigas carregadeira
olhe as cadeiras
desligue-se
toma um banho de mangueira
senta na beira
esqueça da ribanceira
mude o ângulo
de ida
na descida
não corte mais os cabelos
esqueça as roupas
não tire os pêlos
fique louca
não use toucas
no domingo
fique muda
não use creme pra rugas
brinque de jogar saquinho
caminhe
só
por escolha
faça bolhas
não se encolha
procure
uma árvore grande
ande
não lixe os pés
não faça as unhas
não use batom
distraia-se com outro som
use os chinelos
encontre os elos entre tu
e os melros
tatu
senta
no meio fio
olhe as rodas
distraia-se
olhe as formigas carregadeira
olhe as cadeiras
desligue-se
toma um banho de mangueira
senta na beira
esqueça da ribanceira
mude o ângulo
de ida
na descida
não corte mais os cabelos
esqueça as roupas
não tire os pêlos
fique louca
não use toucas
no domingo
fique muda
não use creme pra rugas
brinque de jogar saquinho
caminhe
só
por escolha
faça bolhas
não se encolha
procure
uma árvore grande
ande
não lixe os pés
não faça as unhas
não use batom
distraia-se com outro som
use os chinelos
encontre os elos entre tu
e os melros
Tuesday, July 22, 2008
tripolar
quero não tropega
intrépida noturna eu
odores
quero outros
praias outras
manhãs
não quero novalgina
oxcarbazepina
quero um
quero-quero.
epilepsia
expansiva convulsiva
viva
no meio do mato
grilos?
muitos
mas que sejam verdes
borboletas em bando
pra me socorrer
quando entrar
na ausência
esse oco
e só a fala de um japurá
pode me acordar
intrépida noturna eu
odores
quero outros
praias outras
manhãs
não quero novalgina
oxcarbazepina
quero um
quero-quero.
epilepsia
expansiva convulsiva
viva
no meio do mato
grilos?
muitos
mas que sejam verdes
borboletas em bando
pra me socorrer
quando entrar
na ausência
esse oco
e só a fala de um japurá
pode me acordar
Friday, July 04, 2008
como morrem as borboletas?
como morrem as borboletas?
talvez voando ao vento?
ou pausadas
sob o amarelo
azul violeta...
ou simplesmente
borboletas distraídas
destruidas pelo vento
ultimo vôo
vencidas
com sorte...
sobre a margarida
talvez voando ao vento?
ou pausadas
sob o amarelo
azul violeta...
ou simplesmente
borboletas distraídas
destruidas pelo vento
ultimo vôo
vencidas
com sorte...
sobre a margarida
Thursday, July 03, 2008
Tuesday, July 01, 2008
pois é
ser amado então
será assim tão bom?
o que eu sei
é que às vezes
a vida nos quer só
como um átimo de pó
ouviu?
corre o rio
Tuesday, April 29, 2008
OBBLIGATO DO BICHO LOUCO OU JUNKMAN'S OBBLIGATO
vamos
venha
vamos
tirar tudo do bolso
e desaparecer
faltar a todos os compromissos
e só voltar de barba grande
anos depois
velhos papeis de enrolar cigarro
enfiados na calça
e folhas no cabelo
vamos parar de nos preocupar com os pagamentos.
Eles que venham e levem tudo
VAMOS DESAPARECER
não se de o trabalho de dizer adeus
a uma só pessoa
se aprece que está na hora
vamos ingressar na escura noite interior
largando para trás o formulário do imposto
de renda o relógio a prova d'água.
Tchau que estou saindo de cena
fim de papo
estou cansado de esperar por Godot
estou indo para onde as tartarugas saem ganhando
na ascensão social eu subo para baixo.
Vamos levantar para ir
para a ilha da Liberfri
e ali viver a veravida
azul e simples
de assombro e sabedoria
papoulas no trajeto das vacas
anjos pensativos na bosta.
Tenho de me erguer e partir
para a ilha de Liberfri
que fica por detrás das palavras
mancas e dos bosques da Arcádia
venha
vamos
tirar tudo do bolso
e desaparecer
faltar a todos os compromissos
e só voltar de barba grande
anos depois
velhos papeis de enrolar cigarro
enfiados na calça
e folhas no cabelo
vamos parar de nos preocupar com os pagamentos.
Eles que venham e levem tudo
VAMOS DESAPARECER
não se de o trabalho de dizer adeus
a uma só pessoa
se aprece que está na hora
vamos ingressar na escura noite interior
largando para trás o formulário do imposto
de renda o relógio a prova d'água.
Tchau que estou saindo de cena
fim de papo
estou cansado de esperar por Godot
estou indo para onde as tartarugas saem ganhando
na ascensão social eu subo para baixo.
Vamos levantar para ir
para a ilha da Liberfri
e ali viver a veravida
azul e simples
de assombro e sabedoria
papoulas no trajeto das vacas
anjos pensativos na bosta.
Tenho de me erguer e partir
para a ilha de Liberfri
que fica por detrás das palavras
mancas e dos bosques da Arcádia
Sunday, March 16, 2008
Saturday, March 15, 2008
Friday, March 07, 2008
Thursday, March 06, 2008
Wednesday, December 12, 2007
Sunday, November 11, 2007
Saturday, November 10, 2007
Thursday, November 08, 2007
Sunday, October 28, 2007
Saturday, October 27, 2007
Friday, October 26, 2007
Wednesday, October 24, 2007
"o poeta não é uma excrescência ornamental" (leminsk)
eu não sei se todos os povos amam seus cientistas, mas todos os povos amam seus poetas.Os poetas são amados por milhões;por que os povos amam seus poetas? é porque os povos precisam disso os poetas dizem uma coisa que as pessoas precisam que seja dita, o poeta não é um ser de luxo, ele não é uma excrescência ornamental da sociedade, ele é a necessidade orgânica de uma sociedade, a sociedade precisa daquilo... daquela loucura para respirar.É através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam que a sociedade respira."
Sunday, October 21, 2007
Tuesday, January 09, 2007
Thursday, December 07, 2006
Monday, December 04, 2006
Friday, November 17, 2006
o gatilho mais rápido do oeste
não morava no oeste
morava no bairro da cruz do pilarzinho
entre seixos desleixos caprichos relaxos
transmutando a luz da lampada
como ele mesmo disse
“um centauro
metade decadente alexandrino bizantino
metade bandeirante pioneiro marcopolo simbad...”
pedra porosa
artilharia ligeira
fecundo como os insetos
o mais que poeta
cercando a montanha
deixando redondo
livre atirador
palavras
voam
cantam
uma brasa através
leminski
não morava no oeste
morava no bairro da cruz do pilarzinho
entre seixos desleixos caprichos relaxos
transmutando a luz da lampada
como ele mesmo disse
“um centauro
metade decadente alexandrino bizantino
metade bandeirante pioneiro marcopolo simbad...”
pedra porosa
artilharia ligeira
fecundo como os insetos
o mais que poeta
cercando a montanha
deixando redondo
livre atirador
palavras
voam
cantam
uma brasa através
leminski
Wednesday, November 15, 2006
ilha do cardoso
ventos levam atobás brancos
num looping
voltam ao continente
entre galhos, conchas, garrafas, arames
e crânios de golfinhos
farfalham névoas na luz
movendo asas brancas
nas sobras azuis
enquanto isso
serenas
saem de trás das ilhas
nuvens
uma onda detona na areia
plânctons iluminam a praia
água viva gigante
carregando caravelas orgânicas
do nada
para o nada
no mais violeta
o sol entrou em leves amarelos
no estreito horizonte vermelho
ventos levam atobás brancos
num looping
voltam ao continente
entre galhos, conchas, garrafas, arames
e crânios de golfinhos
farfalham névoas na luz
movendo asas brancas
nas sobras azuis
enquanto isso
serenas
saem de trás das ilhas
nuvens
uma onda detona na areia
plânctons iluminam a praia
água viva gigante
carregando caravelas orgânicas
do nada
para o nada
no mais violeta
o sol entrou em leves amarelos
no estreito horizonte vermelho
Friday, November 10, 2006
Thursday, November 09, 2006
noroeste
folhas secas farfalham no chão
enquanto as garças comem carrapatos
as falas do japurá
nas calhas do lambrequim
distraem o colibri
atento à flor suspensa
que exala sua cor
a curruira busca restos de outono
galhos
finas folhas secas
macias painas __ para fazer um ninho dentro do oco de um crânio
que um dia foi os olhos de uma vaca
atenta
às finas canelas de um sabiá
que procura ávido
por borboletas distraídas flutuando no outono
o bem- te- vi
está em toda a parte de um todo
casa
dos que não mais existem
enquanto isso
eu e minha bananeira
lá no fundo do quintal
esperamos todos os anos:
eu pela florada da paineira
ela pela chuva de verão
que passa
escassa
folhas secas farfalham no chão
enquanto as garças comem carrapatos
as falas do japurá
nas calhas do lambrequim
distraem o colibri
atento à flor suspensa
que exala sua cor
a curruira busca restos de outono
galhos
finas folhas secas
macias painas __ para fazer um ninho dentro do oco de um crânio
que um dia foi os olhos de uma vaca
atenta
às finas canelas de um sabiá
que procura ávido
por borboletas distraídas flutuando no outono
o bem- te- vi
está em toda a parte de um todo
casa
dos que não mais existem
enquanto isso
eu e minha bananeira
lá no fundo do quintal
esperamos todos os anos:
eu pela florada da paineira
ela pela chuva de verão
que passa
escassa
Wednesday, November 08, 2006
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